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  • quinta-feira, 14 de agosto de 2014

    The Last of Us Remastered ( Analise )





    Se há um jogo que melhor representou a geração que passou, esse provavelmente é The Last of Us. Tirando o máximo da qualidade que o PS3 podia oferecer, o game foi aclamado pela crítica – aqui no BJ, por exemplo, ele recebeu a suprema nota 100 –, fechando com chave de ouro a era do terceiro console da Sony.

    Mas, com o PS4 chegando poucos meses depois do lançamento, não demorou para que muitas pessoas clamassem para que a Naughty Dog criasse uma versão melhorada do título para o novo console. E foi isso o que ela fez.
    Com isso nasceu The Last of Us Remastered, uma versão de The Last of Us para PS4 que, como o nome já indica, refez o visual do game por completo, deixando-o não apenas muito mais bonito, mas também trazendo-o para o mundo do 1080p e dos 60 fps. E acredite: o game vem para cumprir essa promessa com uma maestria incrível.

    A diferença não está só nos detalhes

    Acho que nenhum leitor vai questionar quanto ao fato de que os gráficos do The Last of Us original são impressionantes. Tão impressionantes, na verdade, que é até difícil de imaginar como a Naughty Dog conseguiria fazer algo ainda melhor. Pois bem, eles conseguiram mesmo assim.
    Em números, o game passou por muitas melhorias nesse quesito. Além dos já citados 1080p de resolução e de aumentar a taxa de quadros do jogo para 60 fps, a Naughty Dog afirmou ter quadruplicado a qualidade das texturas dos mapas, dobrado o nível de detalhes das sombras, aumentado a resolução dos efeitos de partículas e algumas outras adições.

    É claro que todas essas melhorias técnicas poderiam muito bem acabar não valendo de nada, com o jogo mantendo um visual praticamente idêntico ao original. Mas basta dar início a The Last of Us Remastered para que essa diferença fique bem clara.





    Muitos dos detalhes que antes eram difíceis de perceber, como desenhos em roupas, fotos, textos em bilhetes espalhados pelo cenário e vários outros, agora parecem perfeitamente legíveis e muito mais detalhados. O mesmo vale para os próprios personagens: agora realmente é possível perceber cada ruga na expressão deles.
    Essas são, é claro, apenas algumas das características que vão deixar você boquiaberto (em especial se nunca jogou o TLoU do PS3). A melhoria no sistema de sombras deixou a iluminação dos cômodos muito mais bonita; as nuvens de esporos agora realmente parecem nuvens; os reflexos e a movimentação da água parecem reais.
    Ficou impressionado com tudo o que listamos? Então saiba que a diferença fica realmente assustadora quando colocamos os dois games lado a lado. Como o GIF abaixo mostra, o visual de TLoU Remastered deixa a sensação de que o The Last of Us original está simplesmente borrado, em comparação à versão de PS4.

     

    À esquerda, o game original. À direita, a versão remasterizada. Clique para ampliar.
    Se quiser saber mais sobre o quão melhor os gráficos de The Last of Us Remastered estão em comparação ao game no PS3, basta clicar aqui para ver nossos testes lado a lado com ambos os jogos.

    Mais bonito ou mais fluido? Você escolhe

    The Last of Us pode ter como principal proposta trazer gráficos melhorados, mas essa não é a única novidade trazida pela versão Remastered. Entre as alterações do jogo, temos a adição da opção de travar o game a 30 fps, um modo que não apenas vem para tornar a experiência mais cinematográfica como também melhora a aparência das sombras do game, dando a elas um acabamento mais definido.
    A ferramenta, que vem para dar opção tanto para quem presa pelos melhores gráficos quanto para quem quer o jogo rodando com extrema fluidez, pode ser ativada livremente através do menu do game. Mas já avisamos que a diferença é pequena, em geral: embora diminuir a taxa de frames tenha permitido sombras com menos serrilhados e um detalhe ou outro a mais, só foi possível perceber isso prestando muita atenção – procurando com muito esforço nos pontos com iluminação mais forte e comparando ambas as imagens lado a lado.

    Trazendo grandes mudanças ou não, a opção está ali e funciona bem. E embora para a grande maioria manter os 60 fps seja mais importante do que alguns detalhes a mais, é pouco provável que qualquer um dos “lados” se sinta prejudicado em não ter o game rodando com a máxima qualidade gráfica e taxa de quadros alta.


    O mesmo game de antes, para o bem e para o mal

    Chegou a hora de tratar de um assunto que sempre vem à tona quando falamos do lançamento de uma versão remasterizada ou de um remake em HD: “O jogo tem mais conteúdo?”.
    Quanto a isso, vamos esclarecer de uma vez por todas o que a Naughty Dog afirmou mais de uma vez quanto ao fato de que o “Remastered” no nome do game não é à toa. The Last of Us Remastered é apenas isso – uma remasterização, com foco estético e sem qualquer adição em conteúdo ou mecânicas novas.
    Isso significa que toda a jornada de Joel e Ellie para achar uma cura para os Infectados continua exatamente a mesma. Todos os controles foram apenas adaptados para o DualShock 4, mas se mantêm essencialmente sem alterações, enquanto a jogabilidade baseada na furtividade, na criação de itens e nos tiroteios ainda estão ali do mesmo jeito de antes.





    É claro que, para quem se aventurou anteriormente no The Last of Us original, essa acaba se mostrando uma fraqueza; mas, novamente, o novo TLoU nunca prometeu fazer nada além de melhorar os gráficos. Além disso, a experiência do game já é impecável por si só, sem a necessidade de adicionar mais nada. Então dificilmente há o que reclamar por aqui.

    Compre um jogo, ganhe um DLC

    Embora não se trate exatamente de uma nova mecânica ou melhoria para o game, The Last of Us Remastered trouxe outra novidade bem-vinda. E, por “novidade”, leia-se boa parte do conteúdo extra lançado para o jogo original, como o DLC Left Behind e muitos dos pacotes para o modo multiplayer.
    A única má notícia aqui é que o jogo não adiciona todos os DLCs disponíveis para compra; os que restam, porém, são apenas pacotes multiplayer menores, o que não deve prejudicar sua experiência de maneira relevante. E, de qualquer maneira, ainda há um bom número de DLCs para compensar o fato de o game ser vendido em full price.


    Vale a pena?

    The Last of Us já era um game incrível quando saiu – afinal, não é à toa que ele recebeu nota máxima em vários sites de jogos pelo mundo. E considerando que The Last of Us Remastered simplesmente traz uma melhoria gráfica, mantendo intocado tudo o que há de melhor nas mecânicas e em outros aspectos do título, é natural que ele acabe se mostrando tão bom quanto seu “antecessor”.

    Logo, o que recomendamos é que aqueles que nunca jogaram o título original não pensem duas vezes e comprem The Last of Us Remastered o mais rápido possível. Quanto a quem já experienciou a jornada de Joel e Ellie no PS3, pode ser melhor pensar um pouco antes de investir na compra do título – quem sabe seja interessante esperar ele ficar mais barato, por exemplo.

    Fonte : BaixakiGames









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